Tratamento da distrofia corneana Porto Velho, Rondônia
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Porto Velho, Rondônia
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Tratamento da distrofia corneana
A doença geralmente inicia-se na puberdade sendo progressiva em 20% dos casos2. No CC encontram-se alterações na estrutura do colágeno3,4, na matriz extra-celular5, apoptose6 e necrose dos ceratinócitos7.
O “Collaborative Longitudinal Evaluation Keratoconus Study”(CLEK) mostrou que 12% dos pacientes submeteram a ceratoplastia penetrante (CP) num total de 1065 pacientes acompanhados por oito anos8.
Esse estudo ainda mostrou algumas características que aumentam a probabilidade do paciente com CC evoluir para CP8:
• Idade (início mais precoce pior)
• Valores ceratométricos altos (altas curvaturas)
• Baixa Acuidade Visual
• Cicatriz na córnea
• Desconforto com o uso das LC
• Baixa AV correlacionada com a qualidade de vida.
O CC continua sendo uma das mais comuns indicações para CP em vários países1,2,9 A CP ainda continua sendo a cirurgia padrão, entretanto sabe-se que existe o risco de complicações como: alto astigmatismo, anisometropia, rejeição, infecção, glaucoma, catarata e doenças relacionadas a superfície ocular10.
No entanto novos procedimentos cirúrgicos como: os implantes de anéis intracorneanos 11-14 e a ceratoplastia lamelar anterior profunda 15,16 surgiram como uma alternativa a CP.
A Riboflavina – Ultra Violeta A (UVA)
O “cross-linking” (C3) do colágeno corneano com a riboflavina (vitamina B2) “C3-Riboflavin” é uma técnica inovadora no tratamento de pacientes com CC. A idéia original foi pesquisada pelo Dr Theo Seiler, MD, PhD (Zurique-Suiça), que popularizou o uso da riboflavina e UVA para o enrijecimento do tecido corneano17.
O mecanismo do “cross-linking” não é novo na área de saúde, pois o princípio biomecânico já tem sido usado nas cirurgias ortopédicas. Os principais objetivos do Dr Seiler no início do estudo foram18:
a. Obter parâmetros reprodutíveis e eficazes (concentração da riboflavina);
b. Dosar a potência de UVA para atingir determinação profundidade e segurança;
c. Criar mecanismos eficientes de medidas da elastometria e estesiometria da córnea.
A técnica utilizando a luz UVA (370 nm) e a riboflavina cria novas ligações entre as moléculas de colágenos adjacentes capaz de produzir um aumento da espessura da córnea 1,5X ao inicial, bem como, deixá-la menos maleável19.

